Banco Central regulamenta participação de bancos privados no Minha Casa, Minha Vida
Instituições financeiras devem estar em funcionamento há pelo menos três anos
O BC (Banco Central) regulamentou a participação de bancos privados nos financiamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida para municípios de até 50 mil habitantes. Uma circular publicada hoje (26) define os critérios para a habilitação dos bancos nesse tipo de operação, que tem recursos subsidiados pela União. De acordo com o BC, as instituições financeiras interessadas em participar das operações deverão estar em funcionamento há pelo menos três anos, obedecer aos limites mínimos de capital realizado, patrimônio líquido e de aplicação de recursos no ativo permanente e no patrimônio de referência. Além disso, os bancos não podem ter restrições que, pelos critérios do Banco Central, inviabilizem a concessão da autorização. Pelas regras do Minha Casa, Minha Vida, o governo federal fará oferta pública de recursos destinados a subsidiar os financiamentos do programa em municípios com até 50 mil moradores
Lançado em junho deste ano, o programa Minha Casa, Minha Vida Depois tem a meta de construir ao menos 2 milhões de moradias até 2014. O programa utiliza os recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e permite o financiamento de casas ou apartamentos - novos e usados - de até R$ 170 mil, com juros entre 5% e 8,16% ao ano.
Saiba como participar do Minha Casa, Minha Vida
Lançado em junho deste ano, o programa Minha Casa, Minha Vida Depois tem a meta de construir ao menos 2 milhões de moradias até 2014. O programa utiliza os recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e permite o financiamento de casas ou apartamentos - novos e usados - de até R$ 170 mil, com juros entre 5% e 8,16% ao ano
Esta é a segunda etapa do programa e o menor juro oferecido – de 5% ao ano – será destinado para entidades do setor público, para brasileiros com renda familiar bruta mensal de até R$ 2.790 que queiram financiar qualquer tipo de imóvel (novos ou usados) e para os mutuários que ganhem de R$ 2.790,01 a R$ 3.100 e pretendam comprar exclusivamente imóveis novos.
Até 2014, serão investidos mais de R$ 125 bilhões no programa habitacional do governo federal. Deste total, R$ 72,6 bilhões serão de subsídios para a baixa renda.
Além do orçamento, outro ponto importante da segunda edição é o limite de renda para se encaixar no programa. Agora, o teto é de R$ 5.400, contra R$ 4.900 do limite da primeira edição.
Para quem quer comprar a casa própria, a hora é agora, mas por onde começar? Em nenhuma das hipóteses o comprador poderá ter outro financiamento em seu nome. Isso porque o programa prioriza a compra do primeiro imóvel.
Do R7, com informações da Agência Brasil
Bolsa de Tóquio sobe 2% com acordo na Europa
A Bolsa de Tóquio fechou com ganhos fortes, em um rali de alívio depois que os líderes europeus chegaram a um acordo para reduzir a dívida da Grécia, o que ajudou ações de bancos e financeiras, como Nomura Holdings, enquanto um euro mais alto também empurrou para cima as grandes exportadoras, como Sony e Honda.
O índice Nikkei 225 fechou na máxima intraday, com um ganho de 178,07 pontos, ou 2%, encerrando aos 8.926,54 pontos.
O BOJ (Banco Central do Japão) decidiu expandir seu programa de compra de ativos por meio da aquisição de 5 trilhões de ienes em bônus de longo prazo do governo japonês, mas o efeito líquido sobre o pregão foi praticamente nulo.
As ações das grandes instituições financeiras encerraram com alta generalizada, impulsionadas também pelo acordo dos líderes europeus para reforçar os colchões de capital dos grandes bancos.
As exportadoras se beneficiaram da tendência geral do mercado, mas aquelas com fortes laços com a Europa receberam um empurrão adicional da valorização do euro.
Agência Estado - R7
Dívida grega é reduzida pela metade em acordo que tenta salvar euro
Após 11 h de negociação, países concordaram em perdoar calote grego de US$ 140 bi
Líderes europeus anunciaram nesta quinta-feira (27) um acordo para tentar resolver a crise da dívida pública que assola vários países do continente.
Segundo o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o pacote é um esforço "ambicioso" dos países para pôr fim à crise da dívida pública da Grécia e aos problemas econômicos de Itália e Espanha.
Às 4h da manhã (1h no horário de Brasília), após 11 horas de negociações, os líderes fizeram o anúncio oficial de um plano de ação com três principais linhas: sobre a solução do problema da dívida da Grécia, sobre o fundo europeu de resgate e sobre o aumento da liquidez de bancos.
Dívida grega
Os bancos privados que possuem títulos da dívida da Grécia aceitaram perdas de 50% nos seus papéis, o equivalente a 100 bilhões de euro (US$ 140 bilhões).
A medida deverá diminuir a relação dívida-PIB da Grécia para 120% em 2020. Nas condições atuais, essa relação poderia chegar a 180%.
Este ponto do acordo foi o de mais difícil negociação, já que os bancos não queriam aceitar perdas superiores a 40%. Foi preciso a intervenção direta da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, disse que os países da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) – que têm emprestado à Grécia desde maio de 2010 – fornecerão outros 100 bilhões de euros ao país.
Fundo de resgate
O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) – o principal mecanismo da região para resgates de países e bancos – será aumentado dos atuais 440 bilhões de euros para um trilhão de euros.
Esse dinheiro seria usado para ajudar países como Espanha e Itália a lidarem com seus problemas econômicos.
Os detalhes dos mecanismos para aumentar os recursos do fundo serão negociados em novembro, de acordo com Sarkozy.
O EFSF poderia ajudar a mitigar crises de duas formas. Ao servir como uma espécie de seguradora aos bancos que comprarem papéis de dívidas de países em risco de calote.
E ao criar um mecanismo especial de investimento, em parceria com o FMI, para atrair investidores estrangeiros privados e públicos e outros países, como Brasil e China.
Liquidez dos bancos
Os bancos europeus precisarão levantar cerca de 106 bilhões de euros (US$ 148 bilhões) até junho de 2012, para aumentar a estabilidade do sistema bancário.
A medida serviria para protegê-los de eventuais perdas, caso outros governos ameacem decretar a moratória das suas dívidas. Há temores que Espanha e Itália possam seguir o caminho da Grécia.
Repercussão
Os líderes europeus vinham sendo criticados, nos últimos meses, por não adotarem medidas fortes o suficiente para lidar com a crise da dívida pública dos países da zona do euro.
Nesta quinta-feira, eles disseram esperar que o novo acordo possa abrir caminho para o fim da crise.
"A zona do euro adotou uma resposta confiável e ambiciosa à crise da dívida", disse Sarkozy à jornalistas em Bruxelas.
Às 4h da manhã (1h no horário de Brasília), após 11 horas de negociações, os líderes fizeram o anúncio oficial de um plano de ação com três principais linhas: sobre a solução do problema da dívida da Grécia, sobre o fundo europeu de resgate e sobre o aumento da liquidez de bancos.
Indefinições
Apesar dos elogios, os próprios líderes europeus reconhecem que muitos detalhes do acordo ainda precisam ser esclarecidos.
Ainda não se sabe como os países do euro vão levantar os fundos necessários para aumentar o ESFS de 440 bilhões de euros para um trilhão. Além disso, alguns analistas de mercado questionam se o valor será suficiente para conter uma nova crise, caso economias maiores que a da Grécia – como Itália e Espanha – também passem a ter problemas para pagar suas dívidas públicas.
Barroso afirmou que os detalhes do acordo ainda serão negociados no próximo mês, mas não existe uma data estabelecida para o final dos diálogos.
Sarkozy deverá se encontrar com o presidente chinês, Hu Jintao, nos próximos dias para discutir formas de aumentar os fundos do EFSF e o mecanismo especial de investimento.
Apesar das dúvidas que ainda persistem sobre o acordo europeu, os mercados asiáticos abriram em alta nesta quinta-feira, reagindo bem ao anúncio.
O índice Nikkei, da bolsa do Japão, teve alta de 1,6%. O Kospi, da Coreia do Sul, também subiu 1,2%. As bolsas de Hong Kong, Austrália, Taiwan, Cingapura, China, Indonésia e Filipinas acompanharam o movimento de alta.
BBC - R7
Bolsa de Londres: FTSE-100 sobe 1,46% na abertura
O índice principal da Bolsa de Valores de Londres, o FTSE-100, abriu o pregão desta quinta-feira com alta de 1,46%, aos 5.634,55 pontos.
EFE - R7
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